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terça-feira, 1 de junho de 2010

Música é um poderoso meio de apostolado, afirma cardeal.

Música é um poderoso meio de apostolado, afirma cardeal.

No entanto, Dom Eusébio Scheid diz que \"música medíocre e com letras banais não evangelizam ninguém\".


Segundo o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, a música é um poderoso meio de apostolado.
Dom Eusébio Scheid recorda que a Igreja Católica emprega-a muito nas celebrações e conta, inclusive, com ótimos corais em diversas paróquias.
Em artigo enviado a Zenit essa semana, o arcebispo afirma que "temos, também, entre os nossos compositores populares, exímios pregadores da Palavra cantada, que vêm desenvolvendo um excelente trabalho de evangelização através da música".
Mas Dom Eusébio enfatiza que se trata, "porém, de um campo que requer permanente cuidado, no sentido de jamais se abdicar da qualidade, pois música medíocre com letras banais, e até mesmo erradas, não evangelizam ninguém. Tornam-se, quando muito, meio de diversão superficial, distração".
O cardeal explica que "a sublimidade da música reflete a transcendência que, dentre todas as criaturas, somente o ser humano é capaz de almejar, pois foi criado por Deus para tal".

"Consideremos que Deus é a harmonia plena. Nele não há dissonância. Nós fazemos parte do grande concerto universal, conduzido pelo Divino Regente", escreve o arcebispo.
"Freqüentemente, porém, desafinamos, cometendo falhas inerentes à nossa imperfeição. Isso, naturalmente, contradiz o que Deus pede de nós, como imagens suas, cuja história deve reprisar a beleza e a harmonia divinas. Ele é o acorde cheio, perfeito, do qual os grandes músicos conseguem haurir a inspiração, traduzindo em suas composições algo da Perfeição Infinita".

E o cardeal cita que muitos dos gênios compositores que a história conhece se notabilizaram também na música sacra.
É que "a música sacra tem o dom de nos aproximar mais intimamente de Deus, pois coloca a inspiração, recebida D´Ele, em função do louvor de sua glória".
Dom Eusébio explica ainda que se pode encontrar uma raiz da música sacra nos próprios Salmos. Recorda que o termo "salmo" (em hebraico mizmor) já significa um tipo de canto, do qual a Bíblia registra 150 composições.
"Na Sagrada Escritura, a música aparece destinada ao louvor a Deus. Este é o grande ideal. Porém, não se excluem as festas, inclusive com danças, as comemorações, as celebrações de todo tipo, sejam profanas, sejam sacras. A Bíblia nos dá uma panorâmica completa sobre a música e o canto primogênito de Israel".
"O canto de louvor é uma oração modulada, harmoniosa. Quem cultiva o hábito de rezar já desenvolve a harmonia interna da própria atitude de falar com Deus. Se consegue colocar isso em canto, ou em música, melhor ainda", escreve o arcebispo.
E confessa que acredita "que no céu vamos saborear muita música: mais sublime, mais extraordinária do que qualquer uma que conhecemos, divinal... Será uma das expressões da nossa felicidade plena, na comunhão eterna com Deus".

Fonte: Dom Eusébio Scheid .


A CNBB deve proibir alguns CD's


Estou chamando a atenção dos que escrevem e cantam canções religiosas, para o perigo de ensinarem doutrinas imprecisas ou erradas.
Acho que posso e devo fazer isso. Depois de 35 anos cantando a fé, e depois de ouvir milhares de irmãos na fé a dizer que se inspiraram no meu trabalho, penso que seja meu dever vir a público para pedir aos cantores e compositores de música católica que tomem cuidado com o que dizem. Ninguém é tão culto que não precise ser corrigido. É sinal de amor à Igreja aceitar que outros nos ajudem a pensar a fé.
Conto um segredo que nem todos sabem. Nunca publico minhas canções sem antes deixar que ao menos três especialistas em Bíblia, dogma ou catequese opinem. Pergunto sempre se tal expressão não trairia alguma doutrina da Igreja. Talvez isso explique porque tantas pessoas admirem o conteúdo das minhas mensagens. Eu me deixo corrigir antes.
Espanta-me ver que compositores sem nenhum curso de teologia ou catequese teimem em publicar sem ouvir os outros. Para mim é falta de humildade. Destaco dos CDs religiosos que tenho comigo e do que já ouvi no rádio católico algumas frases heréticas que seria bom a CNBB proibir para o bem da fé católica:
• Jesus que és o nosso grande pai.
• Ó Maria, teu nascimento nos trouxe a salvação.
• Está morto naquela cruz eterna.
• Eu oro ao menino Jesus.
• Voltarei a viver neste mundo.
• Tenho mil pecados originais.
• Como disse São Matias no seu evangelho.
• Com seu manto apagou meu pecado.
• Estou salvo, jamais pecarei.
• Santa hóstia que esconde a trindade.

Uma comissão de catequistas deveria rever todas as canções gravadas nos últimos trinta anos e corrigir aqueles erros. Há canções ensinando um catolicismo errado. Sou compositor e aceito que comecem pelas minhas mais de 1000 canções. Que os outros façam o mesmo.

Fonte: Padre Zezinho, scj


Aprendendo a ser artista


Artista que é artista se apresenta diante de 3 pessoas ou de 3 mil...

Ouça com o ouvido e com o coração. A Palavra de Deus, mais do que compreendida, deve ser digerida, pois nem tudo entenderemos. Nem o próprio Jesus sabe o dia que Ele virá, mas só o Pai. E este dia nos traz uma verdadeira expectativa. Ele está chegando, devemos esperar com ânimo, com arte.
Eu sou um padre artista, sempre fiz "arte" desde criança. Artista não escolhe ser artista, ele nasce. Ser artista é uma sina, não é escolha. Todo artista é um relâmpago. Você é o relâmpago de Deus com 10% de inspiração e 90% de transpiração.
Vendo as pessoas encenando tudo igual e perfeito, vi que foi puro suor e trabalho. Precisamos ter o Espírito, mas também transpirar, praticar a arte de ser cristão. O artista é esse relâmpago de que nos falava a palavra de Deus. Ele não é uma hidrelétrica, pois quem é, é a Igreja. Ela é luz para o mundo, por essa luz ela ilumina o mundo.
Tem gente que deixa a sua arte relâmpago causar morte. Não come, só vive para a arte. Já vi muitos artistas com o poder de tal arte destruir um ministério. Eu sempre disse para os ministérios que eu acompanhei: "Deus tem um plano bem maior para você, que vai além da fantasia. Há a realidade".
Dois relâmpagos não se cruzam. Assim acontece com os artistas. Muitos, quando se encontram, saem faísca. No teatro, existe uma expressão que é tida como boa intenção: "dar a vez". Há muito artista que quer tomar o lugar de Jesus, mas o que importa é que "Ele cresça e eu diminua" (cf. Jo 3,30). Fique feliz se num momento você for esquecido, mas Deus for louvado.
O artista verdadeiro é aquele que não busca migalhas de palmas. Artista que é artista se apresenta diante de 3 pessoas ou de 3 mil. Não faz diferença diante de você a quantidade de público. O artista não depende do salário afetivo que recebe. O artista vive o mistério da solidão da clausura.
O momento de se preparar para apresentar é um momento de solidão acompanhada por Deus. Artista que não reza antes, apresenta o seu querer e não o de Deus. Você é o palco de Deus e, por isso, sua inspiração, muitas vezes, toma conta de você.
A inspiração tem, muitas vezes, começo, meio e fim, mas depois precisa ser trabalhada na transpiração. A arte é ecumênica.
Todo artista passa por um tempo de des-inspiração. Nessas horas, faça o que Maria disse: "Fazei tudo o que Ele vos disser" (cf. Jo 2,5). Vai rezar.

Um dia, teremos pessoas com arte nova, sem mediocridade, que sabe dar de si porque não se pertencem. Relâmpagos de Deus que vão clarear o mundo com nossa arte, que um dia se transformará em salvação.

Padre Joãozinho
Sacerdote do Sagrado Coração de Jesus





Formação: E se eu ficar rouco(a)? O que faço?
Karla Fioravante - Cantora, Musicoterapeuta, Psicanalista e integrante do Grupo Cantores de Deus


Você foi convidado (a) pelo pároco para uma grande celebração, na qual fará uma apresentação solo em um determinado momento. Que graça de Deus! E no dia da apresentação... Você amanhece rouco(a)!...
Seu ministério de música vai tocar, é um evento com muitas pessoas buscando ser evangelizadas! Você canta sozinho(a) a maior parte das músicas e não mais que de repente: onde está sua voz? Gripe!

Eis a sua chance! Você foi convidado(a) para uma apresentação na qual vai poder mostrar as canções que há anos você compôs! É um evento no qual se farão presentes pessoas que poderão dar a você uma oportunidade de gravar, de ter seu CD... E bem no dia, você amanhece gripado(a), sem voz, fanho (a)... E agora?

Quantas e quantas vezes você já passou por isso? Algumas, presumo! Quem canta, trabalha com a voz, faz locução, atores e atrizes, sempre estão expostos (as) a viver esses imprevistos! Mesmo os instrumentos musicais rebentam cordas, desafinam, quebram... Imagine o ser humano!?
Há pessoas, que em fase de grande apreensão, ansiedade e choque emocional, perdem a voz! E há as formas mais habituais (gripes, rouquidão) de se perder a voz, inclusive quando falamos muito alto em ambientes com grande poluição sonora (bares, discotecas, shows). Em nosso desespero recorremos àquelas receitas milagrosas para que nossa voz volte! Apelamos para as pastilhas, spray de própolis, gengibre, limão, vinagre e sal em gargarejo, balas de hortelã, chá preto, bebidas alcoólicas, entre outros. Esses recursos caseiros só fazem piorar o estado da voz, podem até possuir efeitos anestésicos para mascarar o problema temporariamente, mas só prejudicam mais ainda as pregas vocais!

Para cuidar da sua voz é preciso que você sempre a hidrate antes de qualquer apresentação. Antes do uso da voz é recomendável que você coma maçã, beba muita água. Acompanhados de exercícios de respiração e vocalises.

Fazer um gargarejo de água morna com uma pitada de sal pode ajudar, pois o calor dilata os vasos e o sal tem efeito anticéptico. Exercícios físicos e de condicionamento também ajudam muito a resistência da voz. Alongamento, relaxamento também contribuem para reduzir a tensão vocal.

Se você tiver predisposição a choque térmico, evite ingerir alimentos e líquidos muito gelados, pois pode ocasionar rouquidão. Cuide bem de sua voz. E se calhar de ocorrer os fatos citados inicialmente mantenha a calma, aquiete seu coração, não force sua voz, respeite seu corpo. Outras oportunidades virão e você saberá aproveitá-las da melhor forma; tenho certeza disso!


Formação: Tenho vergonha de cantar em público
“O maior obstáculo? O medo!” - Madre Tereza de Calcutá
Karla Fioravante - Cantora, Musicoterapeuta, Psicanalista e integrante do Grupo Cantores de Deus


Impressionante como algumas coisas mexem conosco! O medo é o mais latente em nós. Cala-se por um tempo, mas, dependendo da situação, ele volta e, às vezes, com uma força incrível. Ele varia em cada uma das pessoas que o tem e se manifesta das mais diversas formas. "Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são" – afirma Miguel de Cervantes em “Dom Quixote de la Mancha”, no século XVII.
Como qualquer outro obstáculo, o medo deve ser ultrapassado! Fácil é ficar com as palavras; difícil são as atitudes de mudança, mas são necessárias para o nosso crescimento. Todos nós temos algum grau de ansiedade ou timidez e, quando elas se manifestam, normalmente são acompanhadas por uma indefinida sensação de mal-estar. Sentimos fisicamente nosso medo, ansiedade e timidez explícitos. Ficamos com a boca seca, taquicardia, sudorese, tremor; enfim, diversas manifestações.
Mas é benéfico experimentar ansiedade em certas circunstâncias e, de certa forma, ela favorece a adaptação do ser humano a novas situações. O que não é benéfico é a freqüência ilimitada desse sentimento, o qual nos limita para que possamos viver novos momentos e lutar por algo almejado. O medo ou ansiedade – provocado por algum desafio, que no caso não se restringe apenas ao cantar em público, mas também pela necessidade de fazer uma palestra, de dar uma aula, de se submeter a uma entrevista para emprego, entre outros, – faz com que fiquemos mais alertas, mais preparados e, portanto, mais aptos ao êxito.

É interessante ressaltar que tudo o que é extremo não faz bem! Se sua timidez é tão extrema a ponto de não lhe permitir que você faça o que almeja; se sua ansiedade é tanta que você acaba não fazendo ou exercendo bem sua função ou algo a que se propôs; ou se o seu medo é tão grande que o faz perder oportunidades, é bom lembrar que é um fator psicológico importante e que deve ser averiguado.

Mas, se é algo que você tem crítica e consegue suprir, lute por isso! Se sua vontade de cantar é imensa e você tem possibilidades para isso, tente ir superando seus obstáculos diariamente. A cada dia tente ir um pouco mais além do que você foi na vez anterior. Você vai perceber que vai se soltando com o passar dos dias! Vá de encontro com seu medo e supere-o!

Algo também muito indicado são cursos de expressão corporal, expressão artística, artes cênicas, pois tais áreas vão diretamente ao corpo e à nossa forma de expressão. O mais importante é lutar pela mudança daquilo que mais o incomoda! Possibilidades para o bem existem inúmeras, você pode dar a Deus o melhor de si, Ele o criou para a liberdade e para a felicidade! Vá além dos seus medos e limitações!

Acesse: Karla Fioravante.com



Formação: Dicas práticas para o músico
Fabio Roniel - Ministério de Música Canção Nova


Quando o músico erra

A vaidade é uma coisa que existe na maioria dos músicos e se ela não for bem trabalhada pode atrapalhar seu ministério. Quando um músico erra, a tendência naqueles que são menos experientes é de fazer cara feia, parar de tocar e coisas do tipo.
Uma dica na hora do erro é de passar por ele como se nada tivesse acontecido, sem ter nenhuma reação diferente, para que não se evidencie o erro.

Dica para o baterista
Nesses meus dez anos de música na Canção Nova, percebo que na música católica os bateristas iniciantes, muitas vezes, querem colocar em uma só música tudo aquilo que aprenderam ou estão estudando. Isto prejudica muito o ministério, porque evidencia o baterista e desvia a atenção do povo da mensagem que está sendo passada.
Outra coisa é que o caminho não é este. Se você estiver querendo demonstrar também o seu profissionalismo, faça o "feijão com arroz" bem feito, que aqueles mais experientes na música vão perceber a sua capacidade e maturidade musical.

Dica para o baixista
Uma dica importante para os baixistas é de sempre lembrar de que ele não é o guitarrista. Por que eu falo isto? Porque já vi muitos baixistas que têm tendência em ficar solando e improvisando nas músicas.
Realmente há momentos que cabem estas coisas, mas uma constância exagerada a banda acaba ficando sem chão e o baterista fica sozinho. Por isso, é preciso ter muita atenção e saber a hora certa de colocar os improvisos principalmente na região aguda.

Para o Ministério de Música
Uma dica importante que eu gostaria de dar para os ministérios de música é que todos têm que ter consciência de grupo. E o que seria basicamente esta consciência?
Cada um estar atento em não chocar com os outros músicos com acordes uns diferentes dos outros. Outra coisa importante é não atropelar o outro músico, como dois músicos solarem ou improvisarem ao mesmo tempo, sendo que isso também faz com que a música fique sem base harmônica.

Então, muita atenção para esta consciência de grupo.


Fonte: Fábio Roniel
Ministério de Música Canção Nova
blog.cancaonova.com/fabioroniel



Formação: Canção em Fé Maior
Padre Zezinho


Vou dizer com a maior clareza o que penso sobre música. É a cobertura do bolo da vida.
O chantilly que o torna mais saboroso mas é menos importante do que o bolo. Por isso mesmo, eu nunca disse que minha vida é cantar. Diga-se o mesmo da canção religiosa. É a cobertura do bolo da fé.
Mas é menos importante que a Palavra de Deus.Por isso, às vezes, eu, que fiquei conhecido por minhas canções, gosto de celebrar sem cantar, porque Bíblia e Cálice valem mais do que um violão.

Orar é indispensável, cantar não é. Se música de menos na Igreja é celebração sem alma, música demais é falta de catequese e de bom senso. Se tiver que escolher entre a música e a Palavra falada, escolho a palavra falada. Entre ser cantor e ser padre, escolho ser padre. Não sou padre porque canto! Canto porque sou padre! É um dos muitos serviços que presto ao povo de Deus. Não pode nem deve ser o único. Por isso, quando me chamam só para cantar, eu não vou. O bispo que me ordenou me mandou fazer mais do que cantar. Aliás, ele nem falou em cantar. E não fala.

Que meu testemunho sirva de reflexão para quem dá excessivo valor à música na Igreja.
Dizem que sou o padre que mais faz canções em todo o mundo. Então eu tenho alguma autoridade para dizer o que estou dizendo: que os cantores religiosos não confundam orar com cantar. Orar é essencial. Cantar continua acidental. Somos importantes e até necessários, mas há ministérios mais importantes que o nosso na Igreja.
Que nossas canções não atrapalhem a catequese da Igreja!

Pe. Zezinho, scj


Aquilo que é essencial para o ministro de música
Bom, todo ministro de música que quer ter unção em seu ministério precisa de vida de oração, ou seja, intimidade com Jesus, participação fiel na Santa Missa, ler a Palavra diariamente e se possível, fazer um diário espiritual, que com certeza vai ajudar muito no conhecimento bíblico e enriquecer muito no seu conteúdo durante a ministração do grupo.

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Para conduzir bem um grupo de oração
O ministro de música e o ministério de música precisam estar atentos em tudo o que acontece:

1º.Seja humilde. Converse com as pessoas.
Descubra um pouquinho da vida das pessoas, por exemplo: antes de começar o grupo (e antes do terço) você pode acolher os irmãos que vão chegando e seja simples: converse e pergunte se está tudo bem, como foi a semana, etc. Crie uma aproximidade e já traga a pessoa para um clima fraterno, que é o clima de um grupo de oração.
Se você não puder conversar no começo do grupo, converse no final, por isso, não fique preso somente em cantar e tocar: mas faça de tudo um pouco. Toque, cante... mas converse também. Mostre que você não é melhor que ninguém. Somos todos irmãos... somos todos pecadores... porém, todos amados por Deus.

2º. Um bom animador de grupo ou ministro sempre precisa estar com uma "cara boa". Ou seja, estar de bem com a vida, de bem com Deus e com suas orações em dia.
Explico o porquê: as pessoas que vêm no grupo de oração terão você como referência e "seguirão os seus passos" durante a reunião de oração. Se você demonstrar uma cara carrancuda logicamente não vai querer ver um sorriso de volta.
Então, seja uma pessoa feliz e mostre o quanto você gosta de estar ali no grupo. O quanto você é feliz em louvar e orar a Deus.

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Durante a condução do grupo
Olhe para as pessoas!
Parece pouco importante, mas realmente faz a diferença.
Vejo que em alguns grupos de oração os músicos ficam em uma posição um pouco "ingrata", pois acabam ficando escondidos, ou de lado, ou ainda atrás de algumas colunas e tudo isso atrapalha um pouco.
O ideal é que você fique em um lugar visível e que as pessoas vejam que vocês também estão olhando para elas.

Um erro comum que vemos: ministros que começam a tocar as músicas e fecham os olhos. Não que isso seja errado, mas não esqueça que você também precisa olhar o ambiente: ver como estar o grupo. Não fique de olhos fechados do começo ao fim da música. E muito menos comece uma oração e já feche os olhos.
Não! Comece com os olhos abertos: sinta o grupo. Veja como a oração está fluindo e aos poucos se quiser feche seus olhos também. De repente, é a melhor forma que você tem de se concentrar. Mas não se esqueça: é importante que você os veja!
Logicamente você não ficará o tempo todo de olhos abertos, mas é importante por vários fatores:
1 - Se notar algum mal estar ou clima pesado durante a reunião de oração você já pode tomar frente e prosseguir de outra forma.
2 - Observe se todos estão em clima fraterno e de oração. Pode acontecer de você ficar com os olhos fechados e as pessoas estarem no meio da assembléia conversando, se cumprimentando, etc.
3 - Sua dicção não estar 100% audível. Logo, você notará a cara de interrogação no rosto das pessoas. Possivelmente elas não estarão entendendo nada do que você está falando.
Aqui vale uma observação: Teste os microfones e os instrumentos ANTES de começar o grupo.
Os intrumentos não podem ficar mais altos que os microfones, pois o importante é a mensagem que está sendo transmitida.

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Técnica e Unção
Amigos, aqui precisamos acabar de uma vez com todas com essa história: "o importante é tocar pra Deus e o que vale é a unção".
Eu concordo em partes. Claro que a unção é importante, mas não podemos descartar a técnica dos músicos.
Pois, se tem uma coisa que é desagradável é ouvir alguém cantando fora do tom ou desafinado. Ou pior: um instrumento desafinado, outro em uma afinação e outro em outra. Ninguém merece né?
Coitado dos pregadores, pois muitas vezes vêm cansados do trabalho para pregar no grupo e tudo o que querem é se sentir bem em nosso grupo. E a nossa música é importantíssima.
Por isso, estude música! Seja afinado! Não toque de qualquer jeito.
Seja 100% unção de Deus e seja 100% técnica. Deus merece o melhor (veja o que diz o salmo 33,3).

Todo músico precisa de formação. Não dá para ficar só ali no "arroz com feijão".
É comum ouvir de alguns: "ah, não precisa disso tudo... se você sabe fazer algumas notas, já está bom..."
Pelo amor de Deus irmãos: não se contentem com pouco. Deus nos capacita!! E mais uma vez coitado dos pregadores que vêm e pedem uma música para o momento da pregação e aí nós músicos dissemos: "essa aí eu não conheço". E então o pregador precisa se conformar com outra música ou ainda, puxar no "gogó".
E então outro problema: os músicos até sabem tocar a música ou estão com as cifras em mãos, porém o pregador começa a cantar e vocês percebem que está em outro tom. Hummm.... rsss....
Então irmãos, tudo isso é técnica musical. Precisamos sim ter unção, mas precisamos da técnica também.
Todo mundo gosta de ouvir uma música bem tocada e bem cantada... merecemos isso!

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Viciados em partituras
Aqui temos outra santa encrenca (rss..): Se possível, tentem aprender as músicas de cor (COR vem do latim: de coração).
Por quê? Porque desta forma você fica mais à vontade também para rezar e beber da graça. E outra: você não será pego de surpresa. Um exemplo comum é se o ministro tinha combinado uma música e chega na hora ele resolve cantar outra. E aí? rss.... É, irmãos.... tentem decorar. Tenho certeza que será de grande importância.
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Jogo de cintura
Deixem-me explicar o porquê desse nome "Jogo de cintura":
Realmente é preciso jogo de cintura em alguns momentos no grupo de oração. Vou citar alguns casos:
1. Imagina que você está conduzindo um grupo e entra um bêbado na igreja fazendo uma barulheira danada. Como você reagiria?
Logicamente a coordenação do grupo precisa estar preparada para esse tipo de "emergência", mas supondo que você que conduz a oração é desafiado pelo irmão sobre o efeito do álcool. Como desafiado? Por exemplo: o bêbado começa a atrapalhar dizendo que você não sabe tocar ou ainda, uma situação inversa onde ele goste muito da sua musicalidade e comece a bater palmas, etc...
Quem conduz grupo precisa ter muito discernimento e jogo de cintura para parar o momento e pedir com toda a delicadeza e ternura do mundo: pedir que um irmão do grupo acolhe esse irmão e converse com ele. (E enquanto os irmãos da acolhida cuidam disso, você volta a conduzir o grupo normalmente).
Seja simples: converse com os irmãos que estão no grupo como se você não estivesse ministrando. Exemplo:
"Vamos lá irmãozinhos, vamos continuar nossa oração... nosso irmãozinho que acabou de chegar já, já vai estar aqui com a gente de novo cantando e louvando a Deus."
Seja simples, seja verdadeiro: nada de ficar tenso e preocupado com aqueles pensamentos de "E agora, o que faço?"
Não deixe que essas coisas acabem com o andamento do grupo, ok?
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Dinâmica - Conduza com carisma!
Sabe como deve se conduzir um grupo de oração? Com amor! Com prazer! E claro, com discernimento.
Como disse acima, todo músico precisa de formação, por isso busque. Uma dica aqui é você fazer a EPA (Escola Paulo Apóstolo). Vai ajudá-lo muito.
Então, vamos aos exemplos:
Suponha que está para começar a animação e as pessoas estão dispersas (e geralmente no fundo da igreja).
Nunca dê broncas ou chame a atenção do povo (lembre-se que somos irmãos). Chame com alegria, procure cativar. Se for o caso, já comece a tocar uma música que fale de paz e fraternidade. Assim, eles terão o tempo suficiente para conversar algumas coisinhas e já vão entrando no clima do louvor.
Outra dica super interessante é você pedir para os irmãos virem para frente e darem as mãos, pois será feito um momento de oração. O segredo aqui é o seguinte: fazer uma oração breve e pedir para eles soltarem as mãos. Desta forma você conseguiu trazer todos para os bancos da frente.
Nada de forçar ninguém. Sempre convide com carinho.

Tenha discernimento: Toda a condução do grupo deve ser de acordo com o RHEMA. (Rhema é a direção que o Senhor colocou para o grupo de oração - é o caminho que devemos seguir).
O ministro de música deve estar em sintonia com o tema da pregação e com todos que estão no grupo, em especial o pregador.
Tenha discernimento na forma de conduzir: não seja uma pessoa cansativa, que só fala, fala e fala.... ou reza, reza e reza...
É importante cantar SIM, mas também não fique só cantando... é preciso mesclar de tudo um pouco.
Imagine as pessoas que vêm no grupo e não tem vida de oração intensa. Elas vão se sentir cansadas. E pense no seguinte: você gostaria de ir em um grupo de oração e se sentir cansado? Claro que não, né? Por isso, seja dinâmico, tenha discernimento. Perceba se em algum momento você está sendo repetitivo ou monótono. As pessoas querem se sentir bem, lembre-se disso.
Cante, converse com elas. Mexa com as pessoas. Reze com elas. Não fique só você rezando e, muito menos, deixe-as rezando sozinhas.

Quando pedir para os irmãos levantar as mãos por exemplo, lembre-se que deve pedir para abaixá-las depois. Não esqueça o irmão com os braços levantados e doendo.
Da mesma forma se pedir para fecharem os olhos, lembre-se de pedir para abrir os olhos novamente.
Parece coisa boba, mas não é. Pense nas pessoas, tenha cuidado com elas. Imagine que poderia ser você ali com os olhos fechados do começo ao fim do grupo.

Outra situação: Muito cuidado ao pedir para os irmãos ficarem de mãos dadas. Por quê? Porque você pode provocar o ciúme de uma esposa ou esposo.
De repente, uma jovem que está carente pode se apegar a um jovem, e aí já viu... imagina se esse jovem tiver namorada... Aí complica mais ainda.
Ciúmes à parte, tem outro fator: e se estiver aquele calor e pessoa (assim como eu) tiver problema de suar as mãos? Será com certeza uma situação desagradável... (assim como já fiquei muitas vezes).
Mais uma coisa: quando pedir para os irmãos ajoelharem durante o grupo lembre-se que muitos não podem ficar ajoelhados por muito tempo.
Sempre avise que aqueles que não puderem ajoelhar, podem se sentar ou ficar em pé.
Homens e mulheres juntos: Evite montar duplas de oração, onde homens podem ficar com mulheres. Procure deixar mulher-com-mulher e homem-com-homem. Assim, evitamos qualquer situação embaraçosa.


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Formas de animar e conduzir:Primeiro: estude a letra das músicas que você vai tocar. Conduza para você mesmo e ENTENDA do que a letra está falando. Assim, você terá intimidade com aquilo que está ministrando.

1. Use trechos da bíblia: Leve as pessoas a imaginar e vivenciar algumas passagens bíblicas. Exemplo: o encontro de Jesus com Zaqueu ou Jesus conversando com algum discípulo, etc.
2. Crie um ambiente agradável: Não é bom fazer sempre, mas você pode de vez em quando pedir para os participantes imaginarem que estão em um lugar agradável. E a partir daí, desenvolva a oração.
3. Use a letra das músicas: Peça para as pessoas prestarem atenção na letra de algumas músicas. E você pode ir trabalhando em cima disso, à partir do que diz a letra da música.
4. Orando juntos: Para que as pessoas orem é necessário que você que conduz o grupo, ore também. Não fique apenas pedindo para os irmãos rezarem. Lembre-se de dar o exemplo. Funciona como uma engrenagem: se você orar eles irão orar também. E se eles orarem você também se sentirá motivado a orar. Só não esqueça que é preciso tomar cuidado para não ser cansatio e passar o grupo inteiro só em oração. Há pessoas que não estão acostumadas com esse ritmo.


Enfim, há uma variedade de formas de se conduzir um grupo de oração. E espero ter ajudado de alguma forma.
Abraços
Jorge


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Formação para o seu ministério de música?

Entre em contato comigo e marcaremos o melhor horário e dia para a formação do seu ministério.
Você pode sugerir um tema para ser abordado (por exemplo: música na liturgia, condução de grupo de oração ou qualquer outro tema sobre espiritualidade) e assim que possível entrarei em contato com você.
Além da formação musical propriamente dita, os integrantes do meu grupo de oração também poderão ajudar com formação espiritual.

Veja os intetrantes do nosso grupo de oração e peça uma formação específica: por exemplo: intercessão, pregação, etc.

Fico no aguardo do seu email!

Oficina da Música Católica

Cabos
Por David Distler
Com mais de 20 anos de experiência, David, é consultor associado à Audio Engineering Society e à National Systems Contractors Association. David projeta sistemas de som, sonoriza eventos e tem ministrado cursos para centenas de operadores de som e músicos.

Antes de analisarmos os aparelhos componentes de um sistema de som, vamos tratar de compreender os cabos e conectores utilizados na ligação destes componentes.
É possível alguém imaginar que cabos não mereçam grande atenção ou análise. Engana-se quem não compreende, valoriza e cuida dos seus cabos, pois, embora custem uma fração dos componentes que interligam, a utilização de cabos impróprios ou defeituosos pode ter efeitos que vão desde a degradação da qualidade do som até a queima dos aparelhos a que estiverem ligados!
Os tipos de cabos mais utilizados em sistemas de PA são:
- Paralelo
- Coaxial Simples
- Coaxial Duplo (ou balanceado)
O cabo paralelo deve somente ser empregado entre a saída dos amplificadores e as caixas de som. É idêntico ao cabo que utilizamos para extensões elétricas podendo ou não vir envolto numa capa protetora de borracha ou PVC flexível. Ao adquiri-lo é interessante (embora não imprescindível) observar que seus condutores tenham cores diferentes - para facilitar a correta identificação e ligação dos pólos positivo e negativo. Se puder encontrar este cabo com vias torcidas em torno de si melhor ainda.

O erro mais comum com cabos paralelos é a utilização de cabos finos que dificultam a chegada do sinal às caixas. Quanto maior a bitola, ou mais grossos os condutores, menos dificuldade ou resistência haverá para o sinal amplificado. Com um cabo fino ligando um amplificador a uma caixa a grande distância, vão se somando alguns (ohms) de resistência. Caixas de som normalmente apresentam impedâncias nominais de 8 ohms ou 4 ohms, porém, quando medidas ao longo de todas as freqüências que reproduzem, elas chegam a apresentar valores bem abaixo disto. Assim não fica difícil de se compreender que ao ligarmos um amplificador a uma caixa de 4 ohms por meio de um cabo inadequado que apresente uma resistência de 2,9 ohms, MAIS QUE METADE da potência do amplificador (4,8dB) será desperdiçada ao longo do cabo! Portanto busque encurtar ao máximo os cabos entre amplificadores e caixas e, na dúvida, sempre aumente a bitola dos seus condutores.
Cabos coaxiais recebem este nome por serem compostos de dois condutores - um central e outro que o envolve. Como ambos têm o mesmo centro (concêntricos), ou eixo, recebem o nome coaxial (co+axial). Sua função é interligar microfones e aparelhos. Nestes cabos a malha ou condutor externo, que é ligado ao terra de um sinal, funciona como escudo (do Inglês shield) blindando o condutor central de rádio freqüências ou interferências. eletromagnéticas. Existe, porém, um problema com os cabos coaxiais simples, pois esta malha faz parte do caminho necessário ao sinal entre os dois aparelhos. Logo, as interferências que foram captadas por este condutor externo, poderão acabar se misturando ao áudio e até mesmo sendo ouvidas quando a sua intensidade for suficiente.

Este problema pode ser evitado com um sistema balanceado (que abordaremos futuramente). Nos cabos balanceados a malha envolve dois condutores centrais, um encarregado de carregar o sinal positivo e outro uma cópia invertida deste. Estes sinais acabam sendo recebidos na entrada dos aparelhos balanceados que extraem somente o sinal original - isento de interferências.

Esta técnica de conexão é bem superior à anterior, e portanto é padrão profissional. Ao comprar qualquer aparelho, fora tape decks, toca CDs e módulos de efeitos, deve-se buscar sempre equipamentos com entradas e saídas balanceadas. No caso de instrumentos musicais que raramente apresentam estas saídas, utilizamos caixinhas com transformadores ou circuitos "balanceadores" conhecidas como direct box ou DI Box para ligá-los ao multicabo (um cabo composto de múltiplas vias balanceadas) e à mesa de som de um sistema de PA.
O erro mais comum encontrado com cabos coaxiais é a sua utilização entre amplificadores e caixas – em vez de cabos paralelos. Não é porque às vezes ambos o amplificador e caixa têm jacks P10 (plugs P10 fêmea) que pode-se utilizar um cabo coaxial cuja função original seria ligar um instrumento a um direct box! Por ser o condutor central do cabo coaxial separado da malha por um fina camada isolante, projetada para isolar sinais de alguns milivolts, quando sinais amplificados da ordem de alguns volts (ou até dezenas de volts) percorrem estes condutores o efeito deste fino isolante passa a ser insuficiente ocorrendo então a distorção do sinal tanto pela bitola muito fina quanto pela capacitância entre os dois condutores.